Em tom contundente e carregado de acusações, a vereadora Aurinete Freitas voltou a criticar duramente a gestão da prefeita Maria Alves, em áudio compartilhado em um grupo de WhatsApp. Uma das principais vozes da oposição em Arari, a parlamentar transformou a mensagem em um verdadeiro manifesto político, reunindo críticas à administração municipal, denúncias graves e apelo à mobilização popular.
“Fomos enganados”
Aurinete sustenta que a população foi induzida ao erro ao apostar na promessa de mudança apresentada na última eleição municipal. Segundo ela, o discurso de rompimento com um ciclo de duas décadas de domínio de um mesmo grupo político teria servido apenas para iludir o eleitorado.
Na avaliação da vereadora, a esperança criada durante a campanha deu lugar à frustração. “Dessa vez, nós fomos enganados a escolher errado”, afirmou. Em outro trecho, completou: “A gente errou, e errou feio”.
Acusações graves
O pronunciamento avança para um campo ainda mais delicado quando a parlamentar afirma existir denúncias e provas relacionadas a corrupção, desvios de recursos públicos, enriquecimento ilícito e problemas na educação municipal.
As declarações ampliam a pressão política sobre a gestão e elevam a temperatura do debate local, especialmente diante da gravidade das acusações. “As denúncias já foram feitas, as provas existem, os desvios existem, o enriquecimento ilícito é real e existe”, declarou a vereadora.
Vigilância e oposição
Em tom desafiador, Aurinete afirmou não se intimidar e reforçou o discurso de vigilância permanente sobre os atos do Executivo. “Na fila do medo, eu saí de fininho e não peguei”, disse, em uma das passagens mais enfáticas do áudio.
Outro ponto marcante da fala foi a defesa de um grupo de WhatsApp descrito por ela como espaço exclusivamente oposicionista. “Esse grupo aqui é oposição, quem entra aqui sabe que é oposição”, disparou, acrescentando que não aceita “ninguém que venha com propaganda de município”.
Propaganda enganosa
Ao atacar a comunicação institucional da prefeitura, a vereadora classificou a propaganda oficial como enganosa. Segundo ela, a gestão exibe apenas imagens positivas e ignora reclamações populares. “Só bota o povo abraçando, mas não bota o povo reclamando”, criticou.
A observação toca em uma crítica recorrente a administrações públicas: o uso intenso das redes sociais para reforçar ações positivas, enquanto demandas reais da população seguem sem resposta efetiva.
Clima de confronto
No encerramento, Aurinete convocou aliados à serenidade “e na guerra, se for preciso, para a gente defender o nosso povo”, frase que sintetiza o tom combativo da manifestação.
Mais do que um simples áudio de grupo, a mensagem revela um cenário político marcado por desgaste, confrontos constantes e antecipação do próximo embate eleitoral.
Se, por um lado, o discurso ecoa a insatisfação de parte da população, por outro reforça a necessidade de que acusações graves sejam devidamente apuradas pelos órgãos competentes.
A fala também fortalece a imagem de Aurinete Freitas como principal nome da oposição dentro e fora da Câmara Municipal.