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Cratera vira símbolo de perseguição política e expõe gestão marcada por omissão e perseguição em Presidente Juscelino
Vereadora relata ausência total de ação do poder público enquanto vídeo de acidente reforça denúncias contra a prefeitura
Publicado em 04/05/2026 12:08 • Atualizado 04/05/2026 12:09
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A gestão do prefeito Pedro Paulo Cantanhede Lemos, conhecido como Pedrinho, volta ao centro das críticas em Presidente Juscelino, desta vez por um episódio que mistura abandono urbano e acirramento político. Na Travessa São Francisco, no bairro Ituaçu, moradores convivem com o avanço de um processo de assoreamento que abriu uma cratera no meio da via, ameaçando interromper completamente o tráfego e colocando em risco moradores e quem passa pelo local.

 

O problema, segundo relatos de moradores, não é recente. A deterioração da rua teria se agravado diante da ausência de ações preventivas por parte da prefeitura, transformando o que poderia ser um reparo simples em uma situação de risco.

 

Vídeos registrados pela própria comunidade mostram o carro que caiu na cratera, à noite. O veículo pertence ao casal Keisa, servidora da Câmara Municipal, e do marido dela conhecido popularmente como Cherin.

 

O episódio ganha contornos ainda mais delicados por ocorrer justamente em frente à residência da vereadora Doralice Alves Muniz, uma das principais vozes de oposição à atual gestão. Conhecida por sua atuação crítica e por denúncias recorrentes sobre falhas administrativas e irregularidades na administração pública, a vereadora Doralice tem sido alvo de perseguição e disseminação de notícias falsas.

 

Incapacidade administrativa ou apenas por perseguição à vereadora?

É nesse ponto que a situação deixa de ser apenas um problema de infraestrutura e passa a levantar questionamentos sobre a condução política da gestão municipal. A percepção entre moradores e aliados da vereadora é de que a inércia da prefeitura não seria apenas fruto de desorganização ou incapacidade administrativa, mas também um reflexo de retaliação política. A leitura é direta: ao deixar de agir, o Executivo estaria tentando atingir uma adversária — ainda que, na prática, quem paga o preço seja a população.

 

A única intervenção registrada na via, recentemente, segundo relatos, partiu de iniciativa externa à prefeitura, com apoio de moradores. O contraste reforça a sensação de abandono e alimenta críticas à prioridade da gestão municipal.

 

Enxurrada de denúncias

Esse episódio se soma a um contexto já marcado por desgastes. A administração de Pedro Paulo enfrenta uma enxurrada de representação no Ministério Público de Contas por supostas irregularidades administrativas, além de questionamentos quanto ao cumprimento de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) relacionado a obras na área da educação. Embora os casos ainda estejam sob análise, eles contribuem para consolidar uma imagem ineficiente e problemática.

 

A omissão deliberada como forma de retaliação, trata-se de uma prática que distorce o papel do poder público e compromete princípios básicos da administração.

 

No fim das contas, a cratera aberta no bairro Ituaçu não é apenas física. Ela simboliza o desgaste de uma gestão que, ao que tudo indica, ainda não conseguiu separar divergência política de responsabilidade administrativa — e isso, inevitavelmente, cobra um preço alto da população.

 

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